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terça-feira, 17 de abril de 2012

Apreciando Vinhos

O ritual de apreciar vinho pode parecer muito complexo, com diversas regras e procedimentos. Mas uma vez explicadas, tudo deixa de ser chato para se tornarem necessário. 

Um dos itens da lista de “chatices” é a maneira de segurar a taça. A regra geral é de segurá-la pela haste, assim o calor da mão fica longe do bojo e não aquece o vinho. E há quem prefira segurar exatamente na base do copo para evitar as chances de derrubar a bebida – e manchar o tapete do anfitrião, por exemplo. Festas lotadas recomendam maior firmeza no copo, mas em uma degustação, por que não seguir a “etiqueta do vinho”?

O sabor do vinho pode ser melhor apreciado de acordo com o copo no qual é servido. Os espumantes e frisantes pedem taças mais finas, para conversar as bolhas. Já para os vinhos com mais taninos, a indicação é um copo de grande volume e borda estreita. Taças curingas são menores, com borda estreita e menor volume – e servem para intensificar e ressaltar as características do vinho. 







segunda-feira, 16 de abril de 2012

Desmistificando: Quanto mais velho o vinho, melhor?

Esse é um mito muito perigoso. Poucos vinhos são feitos para a guarda. Os melhores Bordeauxs, devem ser guardados por um tempo, por que após o engarrafamento eles escondem seus aromas e estão muito concentrados, sendo agressivos ao paladar. A maioria dos vinhos do novo mundo (Chile, Estados Unidos, África do Sul, etc..), em sua maioria chega ao mercado pronto para consumo.






sexta-feira, 13 de abril de 2012

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Bebo, logo existo




Que tal beber um bom vinho e filosofar enquanto lê um bom livro? A proposta sugerida vem a partir da obra Penso, Logo Existo, do filósofo Roger Scruton,. O livro sugere que o vinho, quando consumido de forma adequada, melhora o convívio humano e tem o poder de colocar o amor e o desejo a uma distância que os torna passíveis de ser discutidos. Quando bebido socialmente, durante ou depois de uma refeição, um bom vinho deve ser acompanhado de um bom tema de conversa, tema que deve perdurar juntamente com a bebida.  Segundo Roger – que também é autor de livros como Breve história da filosofia moderna, Coração devotado à morte e Estética da arquitetura –, o vinho é algo com que se vive de acordo, e também se vive de acordo com uma ideia. Bebido na ocasião certa, no lugar certo e na companhia certa, o vinho é o caminho para a meditação e o arauto da paz.

Os antigos tinham uma solução para o problema do álcool: envolver a bebida em rituais religiosos, tratá-la como a encarnação de um deus e marginalizar o comportamento destrutivo como obra do deus, e não do adorador. Uma boa artimanha, pois é bem mais fácil reformar um deus do que um ser humano. Mas a solução religiosa não foi a única registrada: em vez de excluir da sociedade a bebida, os gregos construíram um novo tipo de sociedade em torno dela. Nos banquetes, eles descobriram o costume que revela o melhor do vinho – a bebida que nos leva a sorrir para o mundo e faz o mundo sorrir para nós.

De acordo com o autor, o vinho, bebido no estado de espírito certo, é definitivamente bom para a alma. E não há melhor acompanhamento para ele do que a filosofia. Ao pensar com o vinho, aprendemos a beber em pensamentos e a pensar em goles.



quinta-feira, 12 de abril de 2012

Vinho na Antiguidade

Escavações arqueológicas já apontavam há tempos que o vinho mais antigo a ser produzido data de oito mil anos atrás, na região do Cáucaso, na Ásia. Estudiosos do Museu da Universidade da Pensilvânia encontraram na Geórgia cerâmicas usadas para conservar o vinho, e acreditam que o desenvolvimento da cerâmica no Oriente Médio contribuiu fortemente para a produção dos primeiros vinhos. 

Recentemente, foi publicada na edição online da revista Journal of Archaeological Science a descoberta da vinícola mais antiga do mundo, localizada na região montanhosa de Yeghegnadzor, na Armênia. O sítio arqueológico tem 6.100 anos, e nele foram encontrados frascos de fermentação, uma tina de pressão, um cálice, tigelas, além de restos de uvas esmagadas, folhas e videiras de Vitis vinifera. A quantidade de vasos encontrados aponta para uma produção em escala comercial.

“O vinho era importante para essa sociedade. Eles gastavam muito tempo e esforço na construção dessa instalação, que era usada apenas uma vez por ano, quando as uvas eram colhidas”, observou o Dr. Boris Gasparian, um dos líderes da escavação. A equipe acredita que o vinho fosse usado para fins rituais, pois evidências indicam que a caverna era utilizada para rituais por indivíduos de status elevado. Covas encontradas nas proximidades deram a entender que o vinho também era bebido para apaziguar os mortos, ou aspergidos sobre os corpos durante o enterro.




Magic Decanter



Isso aqui é uma maravilha. O Magic Decanter simplesmente dispensa as horas de espera para decantar aqueles vinhos mais complexos. E, por experiência própria, confesso que o resultado é realmente fascinante.


quarta-feira, 11 de abril de 2012

As frutas na medicina doméstica




Em alguns países da Europa, como Alemanha, Suíça e França, é praticada a chamada “cura de uvas”, a ingestão de grandes quantidades da fruta como meio terapêutico para combater algumas doenças, como nefrite, bronquite crônica, tuberculose, moléstias do fígado, entre outras. 

A recomendação é ingerir até três quilos por dia, entre suco e bagos, por um período de oito a 20 dias, com a finalidade de desintoxicar, emagrecer, eliminaer edemas (inchaços), e doenças cardiovasculares. O teor de potássio e magnésio das uvas beneficia os cardíacos e ajuda na eliminação dos edemas.